Por: Cidya Souza
Uma paciente internada na ala feminina do hospital Maria Pereira Costa de Carinhanha gravou um vídeo que expõe um episódio de absoluto descaso: um homem, aparentemente contratado para manutenção, abriu um buraco na parede com uma furadeira para mexer no ar-condicionado, produzindo barulho ensurdecedor em um setor onde a maioria das internadas são idosas, muitas acamadas e em estado grave aguardando transferência.
Clique no link abaixo e veja o vídeo do flagrante deste absurdo no hospital de carinhanha.
Segundo relatos de acompanhantes e funcionários, a ordem para o serviço teria partido da própria direção. A cena beira o tragicômico — em uma placa no setor de triagem lê-se “o silêncio faz parte do tratamento”, e cinco metros adiante acontecem obras que ferem o princípio básico do cuidado hospitalar.
Fontes afirmam que a intervenção ocorreu em horário de pico de enfermaria, sem isolamento acústico, sem comunicação prévia às pacientes e sem qualquer medida de proteção aos internados mais vulneráveis. A intensidade do ruído, além de agravar o sofrimento, coloca em risco a recuperação de quem depende de repouso e monitoração constante.
Análise crítica
1) Falta de planejamento: permitir obra ruidosa em área sensível mostra gestão hospitalar ineficiente e desrespeitosa com protocolos básicos de cuidado.
2) Prioridade invertida: optar por manutenção barulhenta sem considerar a vulnerabilidade das pacientes revela cálculo administrativo que ignora ética e segurança.
3) Comunicação e transparência: ausência de aviso prévio e justificativas públicas aumenta a sensação de desordem e impunidade.
4) Cultura de normalização do pior: relatos de casos anteriores e a impunidade apontam para um padrão local de negligência institucional.
5) Responsabilização necessária: em cidades com gestão decente, episódios assim resultariam em punições administrativas; aqui, a ausência de reação legitima o descaso.
Conclusão
O registro em vídeo é prova grave que exige apuração imediata pela direção do hospital e pelas autoridades de saúde. A população tem direito a explicações: quem autorizou a obra? Havia alternativas menos invasivas? Quais medidas foram tomadas para proteger as pacientes? Manter silêncio diante deste episódio é compactuar com a degradação do cuidado. Exigimos investigação e providências, sob pena de que o que já é trágico vire rotina incontestada.
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Redação: Cidya Souza: Farejando Notícias