Por: Cidya Souza
A recente escolha do diretor do SAAE, Damião Ribeiro, para representar Carinhanha no Conselho das Cidades do Estado levanta perguntas cruciais sobre a eficácia e a verdadeira natureza desse tipo de representação. É inegável que a participação em conselhos é uma ferramenta de visibilidade política, mas será que isso realmente traz benefícios concretos para a população?

O que muda na vida dos carinhanhenses com essa nova conquista? A história nos mostra que, muitas vezes, esses conselhos se tornam meras fachadas, compostos por apadrinhados políticos que pouco fazem além de assinar documentos e marcar presença. Em Carinhanha, já existem diversos conselhos que, na prática, não resolvem os problemas da população, tornando-se espaços de proselitismo e distribuição de diárias para seus integrantes.
Além disso, a retórica de “fortalecer a participação social” soa vazia quando observamos que as decisões são tomadas por uma mesa diretora que não representa verdadeiramente os interesses da comunidade. O que se vê é um ciclo vicioso de promessas não cumpridas e uma gestão que se limita a discursos vazios, enquanto as demandas reais da população ficam à margem.

Governador da Bahia discursando durante a conferência.
A participação de Carinhanha nesse conselho pode até gerar algumas manchetes para a mídia institucional, mas a pergunta que fica é: serão essas ações realmente voltadas para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos ou apenas mais uma estratégia para garantir poder e visibilidade para quem já está no jogo político?

DIRETOR DO SAAE Damião Ribeiro durante a conferência estadual.
É hora de questionar: como esses conselhos, que se proliferam sem resultados efetivos, podem ser transformados em verdadeiros instrumentos de mudança? Carinhanha precisa de ações concretas, não de mais discursos e promessas vazias. A população merece mais do que uma simples representação; merece soluções reais para os problemas que enfrentam no dia a dia.
Aguardamos uma postura crítica e proativa dos representantes eleitos, que não se deixem levar pela corrente do status quo, mas que realmente busquem transformar a realidade da cidade. Afinal, a verdadeira mudança começa com a participação ativa e efetiva da sociedade civil, e não com mais uma fachada de conselhos que não entregam resultados.
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Redação: Cidya Souza: Farejando notícias