Por: Cidya Souza
A recente exoneração do secretário de saúde de Carinhanha ( 16/09), Fabrício Barreto, marca um ponto crítico em um governo que, sob sua gestão, enfrentou um dos maiores colapsos na saúde pública da cidade desde sua emancipação. Fabrício, que esteve à frente da principal secretaria durante 4 anos e 9 meses, viu a saúde local entrar em um verdadeiro gargalo, onde a falta de estrutura e recursos se tornaram evidentes.

Pedido de exoneração
Por mais de um ano, Fabrício tentou segurar a “batata quente” em suas mãos, lidando com a pressão de uma administração que, na prática, parecia viver em um mundo de ilusões. A famosa sala de parto inaugurada no início do ano nunca foi utilizada, e a extensão da unidade de saúde, que prometia novos leitos no Maria Pereira Costa, parou por falta de pagamento, resultando até na invasão de fornecedores que retiraram materiais não quitados.
Os atrasos nos pagamentos dos profissionais da saúde, especialmente os contratados, criaram um ambiente de instabilidade, onde aqueles que servem à população se viam obrigados a aceitar as condições precárias para não perderem seus empregos. Enquanto isso, Fabrício mantinha uma postura serena, protegendo o governo e tentando justificar uma administração que, na prática, não entregava resultados.
A exoneração de Fabrício, que pode ter sido uma decisão forçada, levanta questões sobre a eficácia da gestão da saúde em Carinhanha. Uma nova secretária, vinda de Feira de Santana, já foi anunciada, mas a pergunta que fica é: o que realmente pode mudar? A estrutura ainda é insuficiente, e as promessas parecem se desvanecer na realidade de um sistema que vive de central de regulação e troca incessante de médicos.

Essa será a nova secretaria de saúde de Carinhanha
Como diria a canção, “era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada.” A saúde de Carinhanha precisa de mais do que apenas mudanças de nomes; ela requer um compromisso real e ações concretas para enfrentar os desafios que se acumulam há anos. O futuro da saúde local depende de uma gestão que não apenas sonhe, mas que construa uma realidade onde todos tenham acesso a um atendimento digno e eficaz.
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Redação: Cydia Souza: Farejando notícias