Por: Cidya Souza
Carinhanha, Bahia – A tranquilidade da zona rural de Carinhanha, especificamente na região de Feirinha/Capinão, foi abalada por um incidente que acende um alerta ainda maior sobre a segurança pública na cidade. Desta vez, a vítima é um ex-magistrado de Carinhanha, o juiz João Batista Pereira Pinto, que teve sua propriedade invadida e um de seus animais imobilizado em uma tentativa clara de furto. O episódio, registrado na Delegacia Territorial, não é um fato isolado, mas sim mais um capítulo em uma longa história de crimes que, segundo denúncias, ocorrem com frequência na região e permanecem sem a devida punição aos seus autores.
O fato ocorreu na manhã do último domingo, dia 3. Um funcionário da Fazenda Jequitibá, ao verificar a propriedade, foi surpreendido ao encontrar uma vaca imobilizada, pronta para ser transportada. O animal, que pastava tranquilamente na Fazenda São Lucas, arrendada pelo ex-juiz, apresentava a marca característica do ferro JBP, pertencente a João Batista, e um carimbo amarelo numerado na orelha, evidenciando a tentativa de roubo.

Local onde o fato aconteceu
Segundo o relato do magistrado, a técnica utilizada para imobilizar o animal – forçar a perna dianteira sobre o pescoço – é uma manobra conhecida e frequentemente empregada por ladrões de gado na região. Essa prática demonstra a audácia e o conhecimento dos criminosos sobre os métodos de ação, além de expor a vulnerabilidade da segurança no campo.

Crueldade que os bandidos usaram contra o animal.
O que torna este caso particularmente preocupante é a vítima: um juiz. A tentativa de furto em sua propriedade, e o fato de que ele, um executor da lei, tenha que registrar um boletim de ocorrência solicitando providências policiais, sublinha a gravidade da situação. Isso demonstra que nem mesmo um magistrado está imune à ação de criminosos que agem com aparente impunidade.
Um Ciclo de Impunidade que Assola Carinhanha
O que mais revolta em casos como este é a percepção de que a prática de crimes, especialmente contra o patrimônio e a segurança no campo, tem sido recorrente em Carinhanha há muito tempo. O juiz João Batista Pereira Pinto, em seu depoimento, solicita providências policiais, um pedido que ecoa o anseio de inúmeros cidadãos que sofrem com a ação de bandidos e a sensação de desamparo.
A falta de penalização efetiva dos autores desses crimes cria um ciclo vicioso de violência e insegurança. Quando os criminosos percebem que suas ações não resultam em consequências, a ousadia aumenta e a sensação de que “nada acontece” se consolida. Isso afeta não apenas a vida dos produtores rurais, que veem seu trabalho e seu patrimônio ameaçados, mas também a confiança da população nas instituições responsáveis por garantir a ordem e a segurança.
É fundamental que as autoridades competentes, incluindo a Polícia Civil e o Ministério Público, tomem medidas enérgicas para investigar e punir os responsáveis por esses atos. A segurança pública é um direito de todos, e isso inclui os magistrados, os cidadãos comuns e, especialmente, aqueles que vivem e trabalham na zona rural, muitas vezes mais expostos e com menos recursos de proteção.
A tentativa de furto na propriedade do juiz João Batista Pereira Pinto deve servir como um catalisador para ações concretas. A sociedade de Carinhanha clama por respostas e por um fim a esse ciclo de impunidade que, lamentavelmente, tem marcado a história recente da cidade. A justiça, para ser plena, precisa ser acessível e efetiva para todos, sem exceção.
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Redação: Cidya Souza: Farejando Notícias