A redação tem recebido um fluxo intenso de mensagens de servidores da educação de Carinhanha expressando profunda insatisfação e apreensão. O motivo é o atraso no pagamento da metade do décimo terceiro salário, um valor que tradicionalmente é pago nesta data e que, até o momento, véspera do início dos festejos do 16º Encontro das Águas e dos Amigos, ainda não foi creditado.



A situação se agrava com a informação de que, caso o pagamento não ocorra até as 10 horas desta sexta-feira, apenas aqueles que possuem conta no Banco do Brasil receberão o valor. Servidores que recebem na Caixa Econômica Federal ou no Bradesco terão que aguardar até a próxima segunda-feira para ter acesso ao dinheiro. Essa disparidade no recebimento, que se repete em outras ocasiões, causa ainda mais transtorno para os trabalhadores.

Prefeita do PT que administra a cidade de Carinhanha.
O atraso no pagamento desta parcela do 13º tem um impacto direto no planejamento financeiro dos servidores. Muitos contavam com o dinheiro para realizar atividades cotidianas, como cortar o cabelo no salão, fazer as unhas ou comprar roupas para os filhos. O aquecimento do comércio local, especialmente em um período de festas como o Encontro das Águas e dos Amigos, também fica comprometido pela falta de liquidez nas mãos dos educadores.
Até o momento, a Secretaria de Finanças e Administração do município ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido e os motivos do atraso. A expectativa é que um posicionamento claro seja dado em breve, trazendo uma solução para a situação que aflige tantos profissionais da educação e que reverbera em toda a economia da cidade.
O que mais revolta os educadores é o contraste gritante: enquanto a administração municipal investe milhares na grandiosa festa do Encontro das Águas e dos Amigos, atraindo visitantes e movimentando economias externas, os profissionais que formam os jovens de Carinhanha amargam o atraso na metade do 13º salário. Essa disparidade deixa o professor, que tanto se doa pela cidade, “chupando o dedo”, sem recursos básicos e sem poder desfrutar da própria festa que sua comunidade celebra, gerando um profundo sentimento de desvalorização e abandono.
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Redação: Cidya Souza: Farejando Notícias