As queimadas que têm assolado Carinhanha e seus arredores, especialmente nas áreas do aeroporto e proximidades da rotatória sentido Feira da Mata, têm gerado grande preocupação na comunidade. Em meio a este cenário de devastação ambiental, que já consumiu dezenas de hectares de mata, a atuação do ex-vereador Mundinho da Oficina tem sido notada. Ele esteve no local acompanhando o triste episódio, registrando os focos de incêndio e a extensão dos danos através de vídeos, com o objetivo de alertar e solicitar um posicionamento das autoridades competentes.

Fogo destrói 60% de uma área pertencente ao Dr. José Cupertino.
A iniciativa de Mundinho da Oficina em documentar a situação, mesmo sem um mandato oficial, destaca a importância do acompanhamento cidadão em questões que afetam diretamente o município.
No entanto, o que se observa paralelamente é a notória ausência de pronunciamentos e ações concretas por parte das autoridades constituídas. Até o momento, não houve manifestações oficiais ou anúncios de medidas efetivas para conter as chamas, que podem ter origem criminosa ou serem agravadas pelo aumento do calor registrado no último semestre. A falta de uma resposta institucional clara levanta sérios questionamentos sobre a prioridade dada a esta crise ambiental.
É relevante mencionar que, no mês passado, foi realizado um treinamento para brigadistas, evento ao qual alguns vereadores compareceram. A expectativa gerada por essa capacitação era de que houvesse um engajamento maior dos representantes eleitos na busca por soluções e na comunicação com a população sobre os esforços para combater os incêndios que persistem há mais de uma semana. Contudo, até o momento, não foram divulgadas publicações ou notas que detalhem ações ou propostas nesse sentido.

Vereadores em capacitação: preparo para futuras emergências ou para a atual crise em Carinhanha?
Portanto, o cenário atual em Carinhanha expõe um contraste: de um lado, a ação de um cidadão que, mesmo sem cargo, se dedica a registrar e alertar sobre um problema; de outro, o silêncio e a aparente inércia de representantes que possuem a prerrogativa e o dever de agir e informar a população sobre as medidas
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Redação:Cidya Souza: Farejando Notícias