Nos últimos anos, Carinhanha tem visto uma drástica diminuição na população de jumentos, e uma das principais causas é a venda desses animais para abate. Muitos jumentos, que antes vagavam livremente pelas rodovias, não tinham donos e eram capturados por faisqueiros. Esses indivíduos aprendiam os animais e aguardavam a chegada de compradores de outras cidades, que chegavam com carretas para levá-los a grandes frigoríficos especializados.
Bahia contribui para risco de extinção com abates e comercialização de jumentos
O preço de venda era alarmantemente baixo, variando entre 10 a 20 reais, o que incentivava ainda mais essa prática. Essa comercialização não só resulta na perda de uma parte importante da fauna local, mas também afeta a cultura da comunidade, que sempre considerou os jumentos como parte de sua vida rural.

Para abastecer mercado de remédios na China, até o couro do animal é utilizado na fabricação do ejiao, substância medicinal. Ativistas alertam para risco de extinção da espécie
É preocupante ver como a valorização desses animais diminuiu, transformando-os em meras mercadorias. Para preservar a identidade e a cultura locais, é fundamental que a comunidade comece a discutir alternativas que valorizem os jumentos, promovendo sua importância na agricultura e no cotidiano.
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Redação: Cidya Souza: Farejando notícias