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“Prefeito e Vice de Serra do Ramalho São Vítimas de Perseguição Política”, Afirma Analista Político Roberval Braga 

Publicado em setembro 3, 2025 | Categoria: Política, Serra do Ramalho.

 

Serra do Ramalho, BA – Uma decisão da Justiça Eleitoral determinou a cassação dos mandatos do prefeito de Serra do Ramalho, Eli Carlos dos Anjos Santos (Lica – PSDB), e de seu vice, José Aroldo Muniz dos Reis (PDT). A medida, que também declara ambos inelegíveis para as próximas oito eleições, vem gerando um forte debate na região, com muitos apontando para um possível cenário de perseguição política contra a gestão de direita.

A ação que levou à cassação foi movida pelo então candidato a prefeito Juca da Costa Machado (PT). A denúncia central gira em torno de um suposto abuso de poder político e conduta vedada a agente público durante as eleições de 2024. Alega-se que o prefeito Lica teria promovido contratações temporárias e comissionadas em escala atípica no ano eleitoral, sem processo seletivo simplificado e sem comprovação de excepcional interesse público.

Análise Crítica: O Outro Lado da Moeda?

Enquanto a acusação aponta para irregularidades nas contratações, um olhar mais atento ao contexto político regional levanta questionamentos sobre a imparcialidade da ação. Um dos Analistas políticos do nosso portal de notícias Roberval Braga observa que denúncias semelhantes, envolvendo prefeitos de cidades vizinhas na região da Serra do Ramalho que pertencem à esquerda, raramente avançam ou são julgadas com a mesma celeridade e rigor.

A alegação de que o aumento expressivo na folha de pagamento, que saltou de um gasto médio mensal de R$ 314.153,97 para mais de R$ 1.044.635,79 em poucos meses, seria uma estratégia para influenciar o eleitorado, é vista por alguns como uma interpretação forçada e politicamente motivada. Argumenta-se que o aumento pode ter sido impulsionado por fatores administrativos legítimos, como a necessidade de suprir demandas urgentes em serviços públicos, que não foram devidamente consideradas na análise judicial.

O fato de a decisão ter sido proferida em um período sensível, com a rápida cassação e declaração de inelegibilidade, alimenta a tese de que o prefeito Lica estaria sendo alvo de uma perseguição orquestrada. A falta de um processo seletivo simplificado, embora legalmente questionável, é apresentada por defensores do prefeito como uma falha burocrática passível de correção, e não como um ato deliberado de abuso de poder com fins eleitorais.

O Contraste com Cidades Vizinhas:

O ponto mais sensível para os apoiadores de Lica é o contraste com a situação de outros municípios da região. Relatos indicam que prefeitos de esquerda, que enfrentaram denúncias de irregularidades semelhantes ou até mais graves, tiveram seus processos judicializados de forma mais lenta e, em muitos casos, sem a drasticidade da cassação e inelegibilidade. Essa disparidade de tratamento, segundo os críticos da decisão, sugere um viés ideológico na aplicação da Justiça Eleitoral, visando enfraquecer a representação política da direita na região.

A decisão do juiz Moisés Argones Martins, da 71ª Zona Eleitoral, de cassar os mandatos e decretar a inelegibilidade, embora fundamentada em aspectos legais, abre espaço para a interpretação de que a gestão de Serra do Ramalho estaria sendo tratada de forma desproporcional em comparação com outras administrações locais.

O analista político Roberval Braga observa que a decisão da Justiça Eleitoral em relação ao prefeito de Serra do Ramalho, Eli Carlos dos Anjos Santos (Lica), levanta questões sobre a imparcialidade do processo. Ele destaca que Lica foi um dos poucos prefeitos que não recebeu o atual governador durante suas raras visitas à cidade, o que pode indicar uma relação tensa entre eles. Além disso, a rivalidade entre Lica e Eures Ribeiro, um adversário político declarado, pode ter influenciado a percepção pública e a dinâmica das acusações, sugerindo que a decisão pode não ser apenas uma questão de legalidade, mas também um reflexo de disputas políticas locais.

O prefeito Lica e seu vice aguardam os trâmites legais para apresentar seus recursos, confiantes de que a verdade dos fatos prevalecerá e que a decisão será revista, demonstrando que não houve abuso de poder, mas sim uma gestão pública que está sendo penalizada por sua orientação política.

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Redação: Cydia Souza: Farejando Notícias