Por: Cidya Souza
O presidente da Câmara de Carinhanha, Washington Alves, viu seu legado político ameaçado após a proposta de incluir a reeleição na atualização da Lei Orgânica do município. A medida, que visava beneficiá-lo diretamente, foi rejeitada por 70% dos vereadores, resultando em uma expressiva derrota política para ele e para o PT.
Em uma manobra que muitos consideram tardia, Alves anunciou uma audiência pública para o dia 15 de setembro, às 8h, no Colégio Velho Chico, com o intuito de discutir com a população as alterações na Lei Orgânica. No entanto, a iniciativa levanta questionamentos sobre a transparência e a real intenção por trás da audiência.
Críticos apontam que a consulta popular só foi convocada após o escândalo gerado pela proposta de reeleição, que, segundo denúncias, foi primeiramente discutida nos bastidores da Câmara com interesses particulares em mente. A tentativa de agora associar a lei a uma construção coletiva, após a polêmica e a denúncia veiculada pelo portal, é vista com ceticismo por muitos.
A população de Carinhanha, ciente dos recentes acontecimentos, provavelmente não aceitará facilmente a narrativa de que a lei foi construída através de consulta popular, especialmente quando a iniciativa de reeleição foi apresentada de forma unilateral e sem o devido debate público. A audiência pública pode se tornar um palco para a cobrança de explicações e para a expressão do descontentamento popular com as práticas políticas que visam beneficiar poucos em detrimento do interesse coletivo.
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Redação: Cidya Souza; Farejando Notícias