Por: Cidya Souza
A saúde pública em Carinhanha enfrenta um momento dramático, e a saída do ex-gestor Fabrício marcou o início do que muitos classificam como uma das piores fases da história recente do setor. A gestão e o comando da nova Secretaria de Saúde parecem ter se perdido em um labirinto administrativo, deixando a população à mercê da incerteza.
O cenário atual é de confusão generalizada:
Ninguém sabe quem realmente detém o comando ou qual é a direção a ser seguida.
A falta de médicos é crônica, e locais que antes ofereciam atendimento agora estão desativados ou operando de forma intermitente.
O antigo Centro de Especialidades (CESP) praticamente paralisou suas atividades, e a carência de especialistas é gritante.
O que mais choca é a resposta fria dada ao cidadão: a população só recebe “não”. Há anos, munícipes aguardam em filas intermináveis por exames básicos, e a esperança de um agendamento parece ter sido extinta.
A Metodologia Falha: O “Não” Seco no Lugar do Cuidado
Um especialista ouvido por nossa reportagem foi direto ao ponto ao analisar a nova metodologia de gestão: “A nova secretaria optou por uma abordagem excessivamente técnica e burocrática, esquecendo que saúde pública, especialmente em cidades como Carinhanha, exige mais do que planilhas frias.”
A crítica se concentra na falta de humanidade: “Quando não se tem o recurso, a gestão precisa ter tato. Às vezes, para quem espera anos por um procedimento, um abraço ou uma palavra amiga do gestor vale mais do que um ‘não’ seco e imediato. Essa rigidez administrativa falhou miseravelmente em oferecer amparo.”
A situação exige uma intervenção urgente e uma reavaliação completa da liderança, antes que a falta de assistência se torne uma tragédia irreparável.
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Redação: Cidya Souza: Farejando Notícias